Amo-te. Amo-te em todas as portas, becos, frestas, saídas, entradas. Amo-te. Amo-te de todos os jeitos, de todas as formas, em todos os pontos.

Amo-te em cada detalhe. Partes, repartes. Inteiros. Metades. Amo-te em todas as tatuagens, como se fossem na minha pele.

Amo-te na grama, no asfalto. No ato. No céu. Léu. Amo-te. Amo-te com tudo que é meu e pelo que é seu. Te amo pelo seu coração, suas mãos, suas perdas. Meus ganhos.

Amo-te a noite, esgueira e sorrateira. Amo-te nas músicas e no canto desafinado. Amo-te novamente, pela primeira vez. Amo-te no sotaque, na fumaça, na névoa. Dia claro. Amo-te.

Amo-te nos atrasos, nos labirintos, nos sentidos, verdades. Amo-te depressa, no salto, alto, desde lá debaixo. Amo-te no grito, sussurro, suspiro, respiro.

Amo-te presa, solta, perto, longe. Na flor colhida. Amo-te sem pensar, e pensando bem, amo-te de bolsos vazios.

Amo-te devagar, nos seus olhos fundos e no corpo raso.

Amo-te, assim, até chegar a mim.

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