Assim, sem querer, meio que de brincadeira. Manso, no silêncio, nos pequenos gestos. Através das frestas,entre armadilhas e artimanhas, por debaixo dos panos e entre quatro paredes, um emaranhado de nós que não podem ser desatados.

Assim, na sutileza de um toque ou no descuido de um sorriso, nasce a vontade ser melhor. Redefinimos os espaços, apagamos os rastros. Entre dois corpos a espera por uma manhã e depois outra. Estrelas entre elas, escuridão também.

Assim, sem nome, sem jeito, com medo. Devagar e aos poucos, com cuidado e no sussurro, se revela e se entrega ao som da mesma música, dando voltas e chegando ao mesmo lugar.

Assim, sem querer, errando caminhos, fazendo desvios, olhando o mapa e brincando com o vento. Rindo um do outro e olhando bem no fundo e vendo lá dentro um pouco de si, mesmo que ao avesso. Cretinos e ingênuos num só tempo.

Assim, sem querer, no frio, no quente. Dando nós, misturando a pele e o suor. Deixando-se perder até encontrar o exato momento, sem se atrasar. Assim, cultivando asas, construindo casas e fazendo morada. Indo longe e além. Decidindo ficar como quem não quer nada e se apoderando de tudo.

Assim, revelando a calma, alma. Reinventando as palavras, redefinindo corpos e fronteiras. Nesta hora, neste espaço ínfimo e neste instante finito. Sem poder conter me dou por inteiro e lhe excedo. Transcendemos…

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