Te amei sob o signo do fugaz. Sabia que, a qualquer tempo, poderia romper a linha fina e tênue que unia nossas vidas. Acreditei que poderia conter. Andei na sua corda bamba, morei em seus silêncios, fui o sorriso da sua boca e o descanso pro seu corpo.

Dancei no seu ritmo passageiro. Domestiquei os instintos para não contestar suas saídas por qualquer motivo covarde ou efeito de uma vaga perspectiva distorcida. Me distrai nesse passatempo, ignorando que a essência volátil do amor perecível e efêmero em sua eternidade.

Não me detive. Mesmo com todos os sinais e placas de proibição, eu te amei. Assim caminhei para o penhasco, passos largos, movida pelo desespero de querer tanto e não ver atalho que desviasse da queda.

Acreditei que seus braços me resgatariam e nos tornaríamos um horizonte que encaixa infinitos de céu e água.  No asfalto, me desfiz em partes diminutas e irreconciliáveis, que brilhavam nas pequenas partes daquele amor bonito que nunca me pertenceu…

 

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