De repente uma vontade de te encontrar nesse fim de noite e fazer de conta que as portas não se fecharam na cara do sonho que você não quis sonhar comigo. Vontade de te dar as mãos, misturar as pernas e fundir as almas.

Vontade de te olhar nos olhos e me ver ali, no fundo da sua retina, no mesmo lugar de onde eu nunca deveria ter saído. Vontade de voltar no tempo, mudar o destino e refazer o caminho. Vontade de pegar a estrada, ignorando todas as suas proibições e parar em frente à sua casa e me estender aos seus pés.

Vontade de chegar sem aviso e acabar com os seus esforços para me manter à distância, despir suas impossibilidades e acabar com a tirania dos seus nãos.  Vontade de vibrar na sua frequência, te fazer gozar no meu ritmo, morar no seu íntimo.

Vontade de deitar mais uma vez ao seu lado e acreditar, por um milésimo de segundo, que é para sempre, como eu ousei fazer tantas vezes. Vontade de brincar de infinito e alvorecer em chegadas, ainda que tardias.

Vontade de apoderar-me dos seus instantes, copular com as suas urgências, emprenhar-me do seu mundo, te reviver em mim. Vontade de mergulhar no seu cheiro, afundar-me no seu corpo e cometer atrocidades contra suas descrenças.

Vontade de te mapear com a língua, ler tua pele em braile, desaguar nos seus mares e voltar aos lugares indomados do seu ser. Vontade de ajeitar seu caminho para esbarrar no meu. Vontade de ser sua, pra nunca mais voltar.

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