
Não. Eu não posso esperar que essa tempestade de acalme, não posso esperar que a chuva pare e que você recobre a sua consciência. Não posso esperar por um milagre, não posso esperar pelo resgate porque eu estou naufragando nas suas incertezas.

Não. Eu não posso esperar que essa tempestade de acalme, não posso esperar que a chuva pare e que você recobre a sua consciência. Não posso esperar por um milagre, não posso esperar pelo resgate porque eu estou naufragando nas suas incertezas.

Eu tento me agarrar as suas palavras, mas suas atitudes me acertam em cheio, aqui no centro do peito, abalando todas as estruturas, dilacerando esperanças e a imagem do homem que um dia eu amei e, que, agora, só existe em minha lembrança, no meu delírio. Continuar lendo “Convicção”


O que machuca é o que fica. É todo o amor que reside em mim. As lembranças dos dias felizes e os restos do que você não quis espalhados pela casa vazia e fria, pequena e ainda assim, grande demais pra mim e pra tudo o que você deixou.

Saltei do mais alto dos precipícios. Mergulhei fundo. Mudei de cidade, de sobrenome e de endereço. Alterei meu destino para que ele se encontrasse com o seu. Apostei todas as minhas fichas e não guardei nenhuma carta na manga. Fui pequena para caber em você, onde fiz morada e fui feliz para sempre, até o fim. Com você aprendi a amar todo dia, na rotina dos dias e nos cinzas da cidade de pedra. Continuar lendo “Gratidão”

Não é o fim que assusta. Assusta é a frieza do olhar e a aspereza das suas palavras. Assusta é o peito fechado, os sonhos cerrados. A sua amnésia diante dos nossos melhores momentos, de todos aqueles pequenos e bons momentos que fizeram toda a nossa existência valer a pena. Assusta te saber tão pouco, te ter tão próximo e, ainda assim, tão distante.
Caminho lentamente pelo tempo, atravesso a cidade, mudo o trajeto, ando em círculos, dobro uma esquina. Faz inverno, muda ano, tanto engano!, e eu não sei mais pra onde ir. Chego sempre de partida, repartida em metade, meio manca, meio oca, vivendo meio que que por (re)existir.
Nosso amor morreu antes de existir, sendo, ainda assim, maior, bem maior que o fim. O que sobrou, ficou aqui, ancorado no segredo do meu ser, por trás de todas as camadas. Ali, onde ninguém vê. Bem aqui, onde arde e urge em mim. Continuar lendo “Sine qua non”
Cedo ou tarde eu voltaria. Eu sei que você sempre soube, mesmo quando eu duvidei. Mesmo trancado todas as janelas e apagando todos os rastros, você sempre soube que eu sempre voltaria. E cá estou, de novo e mais uma vez. Presa a sua lembrança, refém de uma esperança torta, quase morta, do impossível acontecer. Continuar lendo “Me rendo”
Eu tive medo. De não ser o suficiente, de não estar pronto de não dar conta. Porque você é um furacão e bagunça tudo por onde passa. Me virou do avesso, subverteu a minha lógica e alterou a minha linha de raciocínio. Até hoje estou tentando reorganizar minha vida pós você.
Continuar lendo “Verdade não dita”
Amor * Prosa * Vida * Poesia
moinho de versos / movido a vento / em noites de boemia // vai vir o dia / quando tudo que eu diga / seja poesia (Paulo Leminski)
Sou um pouco de poeta e de atriz na frente do meu compoetador
Duas cariocas. Duas jornalistas. Duas cores. Duas Fridas.
Relatos inconstantes que o tempo deixou para trás
Manuscritos de Decepções, Poesias Frias, Crônicas e Contos Nebulosos
"Assim como o universo somos inconstantes e infinitos a serem descobertos."
Amor * Prosa * Vida * Poesia
Amor * Prosa * Vida * Poesia
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