Na noite em que te conheci, eu sabia. Sabia fisicamente, assim com o coração despertando manso, saindo da inércia de desilusão para a felicidade. Sabia assim, sem sexto sentido, pela pele, pelo contato, pela despretensão. Continuar lendo “Pressentir”
Autor: A Moça da Janela
Depois do fim
O dia nasceu e passou até que o sol se pusesse. Naquele instante a cidade dormia. No reflexo da noite, via suas olheiras profundas, mais uma das marcas que ele havia lhe deixado.
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Verso Triste
Sinto saudades de mim quando em você. Porque o tempo era avesso, eu não envelhecia e algo de insano permeava as coisas e meus cabelos eram sempre longos.
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Minimalista
Assim, sem querer, meio que de brincadeira. Manso, no silêncio, nos pequenos gestos. Através das frestas,entre armadilhas e artimanhas, por debaixo dos panos e entre quatro paredes, um emaranhado de nós que não podem ser desatados. Continuar lendo “Minimalista”
Irracional
Às vezes te odeio, pisoteio, maldigo, rasgo, cuspo, firo. Te bato, xingo, amaldiçoo, escorraço, vomito, nego. Mato. Morro. Renasço, mas nunca te esqueço.
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Perdida
Tomou coragem e mudou-se. Assim, de repente. Sem aviso ou despedida. Quando se deu conta, as malas estavam prontas. Guardou nos bolsos os sonhos mais preciosos. Não eram tão grandes, afinal. Continuar lendo “Perdida”
A arte de ser mulher
Estamos em tudo e carregamos um pouco de todos. Somos múltiplas, de vários tipos e sorrisos. Raciocinamos pelo instinto e este é o nosso poder. Continuar lendo “A arte de ser mulher”
De repente
O amor acontece. Não é preciso trilha sonora, pôr-do-sol, passarinhos cantando e lençóis de algodão egípcio para fazê-lo acontecer. Todas essas coisas deixam o cenário mais bonito, mas não mudam a história. Continuar lendo “De repente”
Segunda Pessoa
Tu que estas aí, sem movimento, inerte. Onde estavas que não viste o que vi? Não sentiste a dor que senti? Tu choras? Tu sentes? Vês o que vejo? Pergunto-te se choras por mim, se sentes por mim, se vês por mim. Continuar lendo “Segunda Pessoa”
Crônica do Desencontro
Ela andava distraída. Ele procurava uma direção. Ela tropeçou. Ele riu sem jeito. Ela notou os olhinhos apertados. Ele, os seios no decote. Ela se apaixonou. Ele desejou seu corpo. Ela quis lhe entregar a alma. Ele apertou o corpo contra o dela. Continuar lendo “Crônica do Desencontro”









