Na antítese de ficar ou partir, ser ou esquecer. Os tropeços e acertos não aliviam o peso da alma, a leviandade do adeus. A verdade é o alvo e eu sou a flecha. Sou meu mapa e minha bússola, o passado e o futuro. Uma vida, no fim, é feita de despedidas. Chegadas e partidas, infinitos entremeios.
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Autor: A Moça da Janela
Estrela de luz
Amizade vem do verbo latino amare. Não duvido. Acredito que a forma mais sublime de amar se expressa na amizade e se personifica nos amigos. São aquelas pessoas que fazem morada em nossa vida, chegam e vem pra ficar, na vida e no coração.
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A falta é assim
Sua falta caminha ao meu lado, é minha sombra e, à noite, minha solidão. É o oco que habita meu íntimo, as unhas roídas e o corpo cansado. Sua falta é uma ausência infinita e perpétua. É ampla e completa em tudo que sou e, principalmente, no que não posso ser. Continuar lendo “A falta é assim”
Quase nada
Tudo que eu quero é espaço e tempo. Para conversas demoradas, pra dormir até mais tarde. Pra ficar acordada sem se preocupar se o dia já vai nascendo. Tudo que eu quero é tempo, pra olhar os olhos e me resgatar lá dentro, como na primeira vez.
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Dos restos e recomeços
Limpou gavetas, arquivos mortos, cheiros e saudades. Abriu as janelas e deixou a luz entrar por todas frestas, dissolvendo todos os restos de escuridão. Veio também o vento, bagunçando tudo ao seu redor. As folhas, livres, voaram feito pássaros. A poesia ganhou o ar…
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Tem visita chegando!
Tem visita chegando e a Moça da Janela está deixando tudo pronto lá na Sala de Estar pra receber ela, Dani Rad. Razão da minha sensibilidade, é feita de música. Vem lá do comquemusica.blogspot.com pra dividir com a Moça um pouco do muito que é. Continuar lendo “Tem visita chegando!”
Conclusão
Ao avesso do que sempre ouviu dizer, descobriu que o amor, olhando bem de perto, era cheio de pequenos defeitos.
Pedido
Que me ame. Antes de me desejar. Depois também. E durante. Que me ame. Pela manhã. Despenteada. Pela tarde. Atrasada. No pôr do sol. Na lua. Que me ame. Antes de me desejar.
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Convite ao amor
Vamos passear de mãos dadas, sentar em banco sujo, caminhar no parque, dividir fone de ouvido, andar num só ritmo. Vamos rabiscar livros, virar páginas e rir do antes, adormecer no sofá, rir de engasgar, compor nossa música, inventar nossa língua. Continuar lendo “Convite ao amor”
Desista
Ei menina! Preste atenção! Não fique aí, à margem deste amor que te nega. Desse amor que não te devora e não te pede para ficar. Não se contente com este amor entre as frestas, feito de restos e de sobras.
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