Nesses dias em que as noites são longas demais, eu me retraio e me encolho. Reduzo-me ao mínimo essencial. Fecho as janelas, cerro as palavras e olho pra dentro de mim. Mergulho na minha escuridão, nas minhas incertezas. É preciso tempo para acertar as contas com as frases não ditas, com as verdades escondidas e com as portas que não tive coragem de fechar. Continuar lendo “Inverno”
Autor: A Moça da Janela
Agridoce
Então eu penso que você poderia mudar a minha vida, confundir minhas certezas, embaraçar minhas pernas e alterar meu destino. Entraria como uma rajada de vento pela minha janela, desordenando meus dias e minhas coisas, tirando tudo do lugar, mudando minhas crenças , arrepiando a pele e refrescando a alma.
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Incrustado
O que eu sinto fica, cada vez mais. Ali, entre os meus ossos e abismos, nos escuros e nos ocos. Nos meus urros, em minha pele, sob as unhas, atrás dos sorrisos e das desculpas, está você, delineando o melhor de mim. Continuar lendo “Incrustado”
Imperativo
Enamore-se. Pela vida, pelas possibilidades, pelas pequenas felicidades. Pelo reflexo no espelho e no reflexo dos olhos. Enamore-se sem desculpas, medos ou simulações. Enamore-se de forma essencial e imprescindível, irremediavelmente. Enamore-se forma estúpida e encantadora, sem disfarce, camuflagem ou piedade. Enamore-se. Continuar lendo “Imperativo”
Abstinência
Preciso. De mais, mais de você. Dos seus olhos pra me afogar, dos seus passos para me guiar. De você entre minhas pernas, dentro da minha boca, encostado a minha pele, sussurrando em meus ouvidos. Continuar lendo “Abstinência”
Garimpo
Garimpo as memórias perdidas no tempo e encontro seu olhar, suas mãos, sua pele imprecisa, seu ser indefinido e um tanto de nós dois. Da nossa desmesura, da nossa amplidão e esbarro num tanto de solidão. Continuar lendo “Garimpo”
Nunca
O amor não acaba. Nunca. Nem depois do fim. O amor se reinventa, se redescobre, se transforma, se transmuta, se refunda, se reconstrói, se reergue. O amor evolui e vai pra frente, mesmo sem sair de mim. Continuar lendo “Nunca”
Escapou
Insuficiência
A vida cala por instantes e escorre no silêncio do tempo. Sinto o cansaço ganhar meu corpo e não quero mais tentar te convencer. Meus lábios estão fartos de calar beijos e meus ouvidos não querem mais ouvir suas covardias. Meus pés estão exaustos de esperar sua estrada e eu não quero mais negar a nossa verdade. Continuar lendo “Insuficiência”
Latente
De repente uma vontade de te encontrar nesse fim de noite e fazer de conta que as portas não se fecharam na cara do sonho que você não quis sonhar comigo. Vontade de te dar as mãos, misturar as pernas e fundir as almas.
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